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❤ Brazil

A Macy’s, maior rede de departamento americana, anunciou hoje que vai promover o Brasil em 675 das suas 800 lojas dos Estados Unidos. Será lançada uma campanha com produtos fabricados no Brasil ou inspirados na cultura brasileira. A campanha que foi batizada de “Brasil: A Magical Journey”, tem o ínicio das vendas no dia 22 de abril, que seguirão por 10 semanas. Ao todo, serão comercializados produtos de 30 distribuidores nacionais, que já possui artigos esgotados, o que fez a loja ter que solicitar novas remessas aos fornecedores brasileiros.

Paralelamente às vendas, a Macy’s fará, a partir de 16 de maio, uma ação de marketing de quatro meses promovendo o País. A ação da empresa junto ao apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), visa posicionar o Brasil como fornecedor de produtos para os Estados Unidos e consolidar negócios para as empresas brasileiras. A iniciativa da rede de departamento também é mais uma tentativa de aproximação com o público brasileiro, que já é o segundo em número de frequentadores das lojas da rede. Recentemente, a empresa também começou a calcular os preços das vendas online em reais – os brasileiros são os terceiros maiores compradores da loja virtual.

“Nós escolhemos o Brasil por causa da sua energia e grande influência cultural e econômica”, afirmou Martine Reardon, vice-presidente de Marketing da Macy’s. “Nosso consumidor, principalmente nesta época do ano – início do verão –, está sempre procurando novidades (seja na moda, seja na decoração para casa), e o Brasil é um país que traz novas tendências e tem uma cultura extremamente rica e diversificada, que buscamos trazer para nossas lojas.” – concluiu Martine.

“O Brasil conquistou um posicionamento no mundo, e esse evento reflete o reconhecimento desse posicionamento”, completa Borges. Na avaliação do coordenador de imagem e acesso a Mercados da Apex-Brasil, Ricardo Santana, o fato de as empresas brasileiras fornecerem para a Macy’s faz com que elas tenham condições de atender qualquer mercado. “O nosso objetivo também é tentar conseguir o ingresso de novos produtos e serviço no mercado americano. E, se a gente consegue fornecer nossos produtos para a plataforma americana, nós podemos exportar para qualquer país”, disse. A discussão para parceria com a Macy’s começou há um ano. A rede já promoveu testes com alguns produtos brasileiros nas suas lojas e aceitação foi positiva. Além do crescimento econômico, a executiva destacou a exposição do Brasil com a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, mas apesar da aproximação com o Brasil, a Macy’s ainda não planeja inaugurar uma loja no País.

Os produtos brasileiros serão alocados em ambientes exclusivos dentro das lojas – eles foram batizados de “O Mercado, The Market at Macy’s”. Serão vendidos desde bijuterias, roupas e utensílios para a casa até produtos alimentícios. Entre as marcas que serão comercializadas pela rede americana, estão Garoto, Natura Ekos e o café Pilão. “A gente está dentro de um projeto de celebração do mercado do Brasil no exterior”, afirmou Daniel Levy, diretor de Novos Negócios da Natura.

Uma das ações da campanha é uma exposição de arte, com obras de 27 artistas brasileiros. A convite da Apex-Brasil, o artista gráfico Diego Limberti grafitou uma das paredes da loja da Macy’s em Nova Iorque, como parte da decoração inspirada no Brasil.

Durante o lançamento da campanha,  uma festa para centenas de convidados na maior loja de departamentos do mundo, a Macy’s Herald Square, em Nova Iorque, foi realizado um leilão beneficente de peças de arte, entre elas uma tela produzida por Limberti especialmente para a ocasião. Os recursos angariados serão destinados à organização não governamental Brazil Foundation, que apoia a campanha, e beneficiarão 70 famílias da região do Rio Negro, na Amazônia. A festa de lançamento contou com shows de Bebel Gilberto e Sérgio Mendes, além de desfiles de moda, apresentações de capoeira e samba e comidinhas do chef Felipe Bronze. O evento teve o apoio da Rede Globo de Televisão e a presença dos artistas da emissora, Fiuk e Fiorella Mattheis.

A Macy’s não divulga os números da campanha, mas diz que foram investidos “milhões de dólares”. Só a Associação de Promoção de Exportação e Investimento (Apex-Brasil) diz ter investido US$ 1,5 milhão na campanha. “Só pela exposição que o Brasil vai ter durante essas 10 semanas, esse US$ 1,5 milhão não é nada perto do que nós vamos ter de volta”, afirmou o presidente da entidade, Mauricio Borges. “O retorno é absurdamente positivo. Este projeto é extremamente importante para a imagem do Brasil e de seus produtos porque nos permite atingir diretamente milhares de consumidores finais norte-americanos, mostrando a eles a qualidade, a tecnologia e a inovação presentes nos produtos brasileiros”, concluiu Borges.

No ano passado, as vendas Macy’s somaram US$ 26 bilhões. Atualmente, os Estados Unidos são o segundo maior importador de produtos brasileiros, atrás somente da China.

Presença no mercado norte-americano -Os Estados Unidos são alvo de ações diversificadas de promoção de exportações e atração de investimentos da Apex-Brasil. O país é o maior importador mundial e o segundo maior parceiro comercial do Brasil. Desde 2005, a Apex-Brasil mantém um Centro de Negócios (CN) em Miami para atendimento e apoio às empresas brasileiras. O CN oferece soluções em inteligência comercial, promoção de negócios e apoio à instalação local, com serviços voltados à identificação de oportunidades e ao suporte à realização de reuniões de negócios para que as empresas brasileiras tenham êxito no mercado norte-americano. O Projeto Fórmula Indy é um exemplo de ação inovadora de promoção de negócios realizada nos Estados Unidos. O evento tem contribuído para consolidar a imagem do Brasil como líder mundial na produção de energia limpa e renovável por meio do fornecimento do etanol de cana-de-açúcar como combustível para todos os carros competidores nas temporadas de 2009, 2010, 2011 e agora em 2012.

O mercado norte-americano é um grande mercado consumidor, não apenas pelo tamanho de sua população (que deve atingir 332 milhões de pessoas em 2015), como também pelo seu poder aquisitivo. Os EUA é o maior importador mundial, tendo mantido essa posição mesmo durante o período de crise nos anos de 2008 e 2009. Em 2011, importaram do mundo mais de US$ 2,2 trilhões em mercadorias.

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